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Como ter um fluxo de melhoria contínua nas suas obras usando o Holmes

Escrito por Gabriella Mano Toledo | 20/02/2026

 

  

A construção civil é um dos setores mais complexos de gerir, pois são múltiplas equipes, fornecedores, prazos apertados, vários orçamentos, decisões técnicas constantes e uma cadeia produtiva extremamente fragmentada. Nesse contexto, é comum que as obras operem sob pressão permanente e, muitas vezes, em modo reativo.

Atrasos são tratados como inevitáveis, retrabalhos já viraram parte e problemas de comunicação são considerados “normais” em um ambiente tão dinâmico. Mas essa normalização do improviso cobra um preço alto: margem comprimida, desgaste da equipe, conflitos internos e, principalmente, baixa previsibilidade operacional.

Esse cenário não é um caso isolad, um estudo da McKinsey & Company, intitulado Beating the low-productivity trap: How to transform construction operations, mostra que a produtividade na construção civil tem crescido muito menos do que em outros setores ao longo das últimas décadas. A pesquisa aponta que grande parte dessa estagnação está relacionada à fragmentação de processos, à baixa padronização e à dificuldade de transformar experiência acumulada em aprendizado estruturado.

Em outras palavras: o setor não evolui no ritmo que poderia porque aprendeu pouco com seus próprios erros e é exatamente aqui que entra o conceito de melhoria contínua

  

O que realmente significa melhoria contínua na construção civil

Melhoria contínua não significa implementar um grande projeto de transformação digital de uma vez, também não significa adotar várias metodologias complexas que ficam restritas à usabilidade.

No contexto das obras, melhoria contínua significa criar um ciclo permanente de aprendizado operacional. É a capacidade de transformar problemas recorrentes em ajustes estruturais de processo. Quando uma construtora adota um fluxo real de melhoria contínua, ela começa a:

  • Identificar padrões de falhas antes que se tornem críticos

  • Reduzir retrabalhos sistemáticos

  • Criar base de conhecimento para novas obras

  • Aumentar previsibilidade de prazo e custo

  • Profissionalizar sua governança operacional

Leia também: Aprovações travadas? Como automatizar processos e acabar com atrasos na construção civil

Por que a melhoria contínua não acontece de forma espontânea nas obras?

Existem fatores estruturais que dificultam a evolução sistemática na construção civil.

O primeiro deles é a falta de padronização. Em muitas construtoras, cada obra acaba desenvolvendo seus próprios controles, planilhas e rotinas, embora isso gere certa autonomia, também cria inconsistência e dificulta comparações entre projetos. Se cada obra mede resultados de forma diferente, torna-se praticamente impossível extrair algum tipo de aprendizado consolidado.

O segundo fator é a descentralização da informação, já que parte das decisões acontece por e-mail e outra parte por aplicativos de mensagem. Alguns registros ficam em planilhas locais, outros, na memória de pessoas específicas. Quando surge a necessidade de entender a origem de um problema, a informação simplesmente não está organizada.

Sem registro estruturado, não há histórico confiável, sem histórico, não há análise, e sem análise, não existe melhoria contínua.

Há ainda a cultura da urgência permanente. Obras têm prazo, clientes têm expectativa e os Investidores têm metas. Em um ambiente onde tudo parece prioritário, revisar processos pode parecer secundário. No entanto, é justamente essa ausência de revisão estruturada que perpetua o ciclo de retrabalho e baixa produtividade.

Leia também: Gestão de documentos na construção civil: como centralizar tudo em um só lugar

O papel da tecnologia como infraestrutura de governança

Para que a melhoria contínua deixe de ser intenção e se torne prática, é necessário criar infraestrutura operacional. Isso envolve três pilares fundamentais: padronização, registro e visibilidade.

É nesse ponto que a tecnologia passa a ter papel estratégico. Não como ferramenta isolada para controle de tarefas, mas como base para estruturar dados e processos.

Um sistema como o Holmes atua justamente nesse espaço. Ele não substitui a capacidade técnica da equipe, mas organiza a execução, formaliza decisões e cria rastreabilidade. Ao estruturar fluxos de trabalho, aprovações e registros de ocorrência, ele transforma a rotina da obra em informação consolidada.

E informação consolidada é a matéria-prima da melhoria contínua.


Como o Holmes estrutura o ciclo de melhoria contínua na prática

A primeira etapa da melhoria contínua é a padronização de processos. Sem um fluxo claro de execução, cada profissional tende a agir de acordo com sua própria experiência. O Holmes permite estruturar processos de aprovação de etapas, gestão de não conformidades e fluxos formais para alterações de projeto. Isso reduz improvisos e cria consistência operacional.

A segunda etapa é o registro estruturado de ocorrências. Problemas deixam de ser apenas conversas informais e passam a ser documentados com dados objetivos: qual foi a falha, qual etapa foi impactada, qual ação corretiva foi adotada e qual foi o prazo de resolução. Com o tempo, esse histórico revela padrões invisíveis na rotina corrida da obra.

A terceira etapa é a rastreabilidade. Quando as decisões ficam registradas no sistema com responsáveis, datas e justificativas, a construtora ganha segurança jurídica e operacional. Além disso, passa a ter base concreta para analisar o que funcionou e o que precisa ser ajustado.

A quarta etapa envolve automação. Ao configurar regras como aprovação obrigatória antes de avançar etapas ou bloqueio de processos sem predefinições concluídas, o Holmes cria barreiras estruturais contra falhas recorrentes. Não se trata de burocratizar, mas de proteger a operação contra riscos previsíveis.

Por fim, o sistema permite extrair indicadores consolidados. Tempo médio de aprovação, volume de não conformidades, principais causas de atraso e performance por etapa são informações que deixam de depender de levantamento manual e passam a ser visualizadas de forma clara.

Transformando dados em inteligência operacional

Ter dados organizados não é o objetivo final. O objetivo é utilizá-los para tomada de decisão estratégica.

Quando uma construtora passa a analisar suas obras com base em indicadores consistentes, consegue identificar onde estão seus maiores gargalos. Pode perceber, por exemplo, que determinada etapa concentra atrasos recorrentes ou que determinados fornecedores exigem acompanhamento mais rigoroso.

Esse nível de análise permite ajustes estruturais antes que problemas se ampliem. Ao invés de repetir erros de obra para obra, a empresa cria um ciclo evolutivo.

Esse ciclo pode ser resumido em cinco etapas: registrar, analisar, ajustar, padronizar e monitorar. O Holmes sustenta cada uma delas ao garantir que a informação esteja organizada e acessível.

O impacto financeiro e estratégico da melhoria contínua

Melhoria contínua não é apenas uma questão operacional, ela tem impacto direto na margem da construtora.

Retrabalhos geram custo indireto, atrasos impactam cronograma financeiro, falhas de comunicação aumentam risco contratual. Quanto mais estruturada for a governança da obra, menor será a variabilidade desses fatores.

Além disso, construtoras que operam com processos claros e indicadores consolidados conseguem escalar operação com maior segurança. Elas reduzem a dependência excessiva de indivíduos específicos e criam base para replicar boas práticas em novos projetos.

No longo prazo, isso significa maior competitividade e maior capacidade de crescimento sustentável.

Melhoria contínua como cultura organizacional

É importante compreender que melhoria contínua não é um projeto temporário. Ela precisa se tornar parte da cultura da empresa.

E cultura, por si só, não se sustenta sem sistema. Quando a organização depende apenas da boa vontade das pessoas para registrar ocorrências ou seguir padrões, a prática tende a se perder com o tempo.

Ao estruturar processos dentro do Holmes, a construtora cria um ambiente onde a melhoria deixa de depender de esforço individual e passa a ser parte natural da rotina operacional.

Como iniciar essa transformação

O caminho para estruturar um fluxo de melhoria contínua pode começar de forma gradual. A empresa pode priorizar a formalização de aprovações técnicas, centralização de documentos críticos e criação de fluxo estruturado para não conformidades.

À medida que os registros começam a se acumular, a gestão passa a ter material para análise. Com análise, surgem ajustes. Com ajustes padronizados, o ciclo se fortalece.

O mais importante é entender que melhoria contínua não exige perfeição inicial. Exige consistência.

Evolução como estratégia

O Holmes oferece exatamente essa base: organização, rastreabilidade, padronização e visibilidade.

Ao estruturar um fluxo de melhoria contínua, a construtora deixa de operar apenas sob pressão e passa a operar com método. Cada obra se torna fonte de aprendizado para a próxima e cada problema registrado vira oportunidade de ajuste.

No fim das contas, melhoria contínua não é apenas eficiência operacional, também entra como maturidade estratégica.

E maturidade é o que permite que uma construtora cresça com previsibilidade, competitividade e segurança no longo prazo.