Empresas lidam com dados o tempo todo. São números de vendas, indicadores financeiros, métricas operacionais, resultados de marketing, prazos, custos e muito mais. O problema é que na prática ter dados não significa tomar boas decisões.
Muitas organizações acumulam informações em planilhas, sistemas diferentes e relatórios extensos, mas ainda assim enfrentam dificuldades para entender o que está funcionando, o que precisa melhorar e onde agir primeiro. É exatamente nesse ponto que entram os dashboards.
Neste artigo, você vai entender o que é um dashboard, para que ele serve, quais dados devem fazer parte, os principais tipos, erros comuns e como criar um painel realmente útil para o dia a dia da empresa.
Um dashboard é um painel visual que reúne informações, métricas e indicadores relevantes para acompanhar o desempenho da empresa ou de uma área específica.
A ideia é simples: concentrar, em um único lugar, os dados mais importantes para a estratégia do negócio e para o alcance dos objetivos organizacionais.
Ele ajuda a responder perguntas como:
Na prática, o dashboard funciona como um termômetro do negócio. Ele direciona o olhar da equipe para o que realmente importa e ajuda a tomar decisões com base em fatos, não em achismos.
Entre as principais funções de um dashboard, estão:
Quando bem construído, o dashboard permite que analistas, coordenadores e gestores tenham clareza sobre a situação atual e consigam agir de forma mais rápida e assertiva.
Além disso, quando os dashboards são compartilhados entre áreas, eles ajudam a tornar os dados mais visíveis no dia a dia da empresa, fortalecendo uma lógica de gestão à vista, em que as informações relevantes ficam acessíveis para orientar decisões mais rápidas e alinhadas.
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A resposta curta é: qualquer dado que seja mensurável e relevante para um objetivo específico.
A resposta completa exige um pouco mais de reflexão.
Antes de montar um dashboard, é fundamental responder a uma pergunta simples e estratégica:
“O que eu preciso acompanhar para tomar melhores decisões?”
Sem essa definição, o painel corre o risco de virar apenas um repositório de números, sem gerar direcionamento ou ação.
Transformar dados em estratégia significa escolher informações que ajudem a entender o cenário atual, identificar desvios e orientar próximos passos. Ou seja, não basta saber o que aconteceu; é preciso entender por que aconteceu e o que fazer a partir disso.
Na prática, os dados costumam se organizar em cinco grandes categorias:
Indicadores ligados à execução do trabalho e à eficiência dos processos.
Exemplos: produtividade, tempo de execução, volume de tarefas, retrabalho.
Esses dados ajudam a identificar gargalos, atrasos e oportunidades de melhoria no dia a dia.
Indicadores que mostram se a empresa está avançando em direção aos seus objetivos.
Exemplos: metas, indicadores-chave (KPIs), evolução de resultados ao longo do tempo.
Aqui, o foco não está na atividade em si, mas no impacto que ela gera para o negócio.
Indicadores que traduzem resultados em números concretos.
Exemplos: custos, faturamento, margem, fluxo de caixa.
Esses dados permitem avaliar a sustentabilidade das decisões e entender o impacto financeiro das estratégias adotadas.
Indicadores relacionados à geração de receita e desempenho de vendas.
Exemplos: volume de vendas, taxa de conversão, ticket médio.
Eles ajudam a entender se os esforços comerciais estão gerando retorno e onde ajustes são necessários.
Indicadores que mostram o desempenho das ações de atração e relacionamento.
Exemplos: leads gerados, desempenho de campanhas, resultados por canal.
Esses dados conectam investimento, alcance e resultado, apoiando decisões sobre onde concentrar esforços.
Nem todo dashboard é igual. Cada tipo atende a uma necessidade diferente dentro da empresa.
O dashboard operacional acompanha a rotina e os processos do dia a dia. Ele é muito usado por analistas e coordenação para monitorar atividades, prazos e produtividade.
Exemplos:
Esse tipo de dashboard ajuda a identificar falhas rapidamente e otimizar processos.
O dashboard tático apoia decisões de médio prazo. Ele reúne KPIs que ajudam a avaliar se as estratégias estão funcionando como esperado.
É comum ser utilizado por coordenação e gestão para ajustar planos e prioridades.
Dashboard estratégico
O dashboard estratégico apresenta uma visão mais ampla do negócio. Ele reúne indicadores ligados diretamente aos objetivos estratégicos e ao crescimento da empresa.
Esse tipo de painel ajuda a acompanhar resultados ao longo do tempo e embasar decisões mais complexas.
Criar um dashboard eficiente exige método, não complexidade.
Saiba exatamente o que você quer acompanhar ou melhorar.
Selecione indicadores alinhados ao objetivo do painel.
Evite excesso de informações. Clareza é prioridade.
Organize os dados de forma lógica e fácil de ler.
Cores devem sinalizar padrões, alertas ou metas.
O dashboard precisa estar disponível para quem toma decisões.
Hoje existem diversas ferramentas que facilitam a criação de dashboards, mesmo para quem não tem experiência com design ou análise de dados. Elas ajudam a organizar informações, gerar visualizações claras e acompanhar indicadores com mais agilidade.
Mais importante do que a ferramenta em si é garantir que os dados estejam:
Quando os dados vêm de sistemas diferentes e não conversam entre si, o dashboard perde força. Por isso, soluções que integram processos, dados e indicadores em um só ambiente tendem a gerar análises mais confiáveis e decisões mais consistentes.
É nesse contexto que plataformas como o Holmes fazem diferença. Ao centralizar processos e informações, o Holmes facilita a construção de dashboards conectados à realidade operacional da empresa, permitindo acompanhar indicadores com mais clareza e apoiar decisões de forma prática no dia a dia.
Dashboards não servem apenas para mostrar números. Eles existem para dar clareza, orientar prioridades e transformar dados em decisões mais inteligentes.
Quando bem estruturado, um dashboard ajuda a entender o cenário atual, identificar desvios, acompanhar resultados e agir com mais segurança. Mas isso só acontece quando os dados escolhidos fazem sentido para o objetivo definido e estão organizados de forma simples e acessível.
Assim, o dashboard deixa de ser apenas um painel informativo e passa a ser uma ferramenta estratégica, que apoia decisões melhores, mais rápidas e mais alinhadas aos objetivos do seu negócio.