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Dashboards: como transformar dados em decisões estratégicas


 

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Empresas lidam com dados o tempo todo. São números de vendas, indicadores financeiros, métricas operacionais, resultados de marketing, prazos, custos e muito mais. O problema é que na prática ter dados não significa tomar boas decisões.

Muitas organizações acumulam informações em planilhas, sistemas diferentes e relatórios extensos, mas ainda assim enfrentam dificuldades para entender o que está funcionando, o que precisa melhorar e onde agir primeiro. É exatamente nesse ponto que entram os dashboards.

Neste artigo, você vai entender o que é um dashboard, para que ele serve, quais dados devem fazer parte, os principais tipos, erros comuns e como criar um painel realmente útil para o dia a dia da empresa.

O que é um dashboard?

Um dashboard é um painel visual que reúne informações, métricas e indicadores relevantes para acompanhar o desempenho da empresa ou de uma área específica.

A ideia é simples: concentrar, em um único lugar, os dados mais importantes para a estratégia do negócio e para o alcance dos objetivos organizacionais.

Ele ajuda a responder perguntas como:

  • Estamos indo bem ou mal?

  • O que mudou em relação ao período anterior?

  • Onde está o problema?

  • Onde vale investir mais esforço e recursos?

Na prática, o dashboard funciona como um termômetro do negócio. Ele direciona o olhar da equipe para o que realmente importa e ajuda a tomar decisões com base em fatos, não em achismos.

Entre as principais funções de um dashboard, estão:

  • Acompanhar o desempenho da empresa, setores ou de processos

  • Apoiar a tomada de decisão

  • Identificar erros e gargalos rapidamente

  • Avaliar se uma estratégia está funcionando

  • Facilitar o monitoramento de dados em tempo real

  • Promover transparência entre equipes e áreas

Quando bem construído, o dashboard permite que analistas, coordenadores e gestores tenham clareza sobre a situação atual e consigam agir de forma mais rápida e assertiva.

Além disso, quando os dashboards são compartilhados entre áreas, eles ajudam a tornar os dados mais visíveis no dia a dia da empresa, fortalecendo uma lógica de gestão à vista, em que as informações relevantes ficam acessíveis para orientar decisões mais rápidas e alinhadas.

Leia também: 10 indicadores de qualidade para você mensurar a eficácia dos seus processos empresariais

 

 

Quais dados podem (e devem) estar em um dashboard?

A resposta curta é: qualquer dado que seja mensurável e relevante para um objetivo específico.
A resposta completa exige um pouco mais de reflexão.

Antes de montar um dashboard, é fundamental responder a uma pergunta simples e estratégica:

“O que eu preciso acompanhar para tomar melhores decisões?”

Sem essa definição, o painel corre o risco de virar apenas um repositório de números, sem gerar direcionamento ou ação.

Transformar dados em estratégia significa escolher informações que ajudem a entender o cenário atual, identificar desvios e orientar próximos passos. Ou seja, não basta saber o que aconteceu; é preciso entender por que aconteceu e o que fazer a partir disso.

Na prática, os dados costumam se organizar em cinco grandes categorias:

Dados operacionais

Indicadores ligados à execução do trabalho e à eficiência dos processos.
Exemplos: produtividade, tempo de execução, volume de tarefas, retrabalho.

Esses dados ajudam a identificar gargalos, atrasos e oportunidades de melhoria no dia a dia.

Dados estratégicos

Indicadores que mostram se a empresa está avançando em direção aos seus objetivos.
Exemplos: metas, indicadores-chave (KPIs), evolução de resultados ao longo do tempo.

Aqui, o foco não está na atividade em si, mas no impacto que ela gera para o negócio.

Dados financeiros

Indicadores que traduzem resultados em números concretos.
Exemplos: custos, faturamento, margem, fluxo de caixa.

Esses dados permitem avaliar a sustentabilidade das decisões e entender o impacto financeiro das estratégias adotadas.

Dados comerciais

Indicadores relacionados à geração de receita e desempenho de vendas.
Exemplos: volume de vendas, taxa de conversão, ticket médio.

Eles ajudam a entender se os esforços comerciais estão gerando retorno e onde ajustes são necessários.

Dados de marketing

Indicadores que mostram o desempenho das ações de atração e relacionamento.
Exemplos: leads gerados, desempenho de campanhas, resultados por canal.

Esses dados conectam investimento, alcance e resultado, apoiando decisões sobre onde concentrar esforços.

Os 3 principais tipos de dashboard

Nem todo dashboard é igual. Cada tipo atende a uma necessidade diferente dentro da empresa.

Dashboard operacional

O dashboard operacional acompanha a rotina e os processos do dia a dia. Ele é muito usado por analistas e coordenação para monitorar atividades, prazos e produtividade.

Exemplos:

  • Quantidade de tarefas executadas

  • Tempo médio de execução

  • Volume de demandas por período

Esse tipo de dashboard ajuda a identificar falhas rapidamente e otimizar processos.

Dashboard tático

O dashboard tático apoia decisões de médio prazo. Ele reúne KPIs que ajudam a avaliar se as estratégias estão funcionando como esperado.

É comum ser utilizado por coordenação e gestão para ajustar planos e prioridades.

Dashboard estratégico

O dashboard estratégico apresenta uma visão mais ampla do negócio. Ele reúne indicadores ligados diretamente aos objetivos estratégicos e ao crescimento da empresa.

Esse tipo de painel ajuda a acompanhar resultados ao longo do tempo e embasar decisões mais complexas.

Como criar um dashboard eficiente: passo a passo

Criar um dashboard eficiente exige método, não complexidade.

1. Defina o objetivo

Saiba exatamente o que você quer acompanhar ou melhorar.

2. Escolha métricas e KPIs

Selecione indicadores alinhados ao objetivo do painel.

3. Foque no essencial

Evite excesso de informações. Clareza é prioridade.

4. Crie um layout simples

Organize os dados de forma lógica e fácil de ler.

5. Use cores com intenção

Cores devem sinalizar padrões, alertas ou metas.

6. Garanta fácil acesso

O dashboard precisa estar disponível para quem toma decisões.

Ferramentas para criar dashboards

Hoje existem diversas ferramentas que facilitam a criação de dashboards, mesmo para quem não tem experiência com design ou análise de dados. Elas ajudam a organizar informações, gerar visualizações claras e acompanhar indicadores com mais agilidade.

Mais importante do que a ferramenta em si é garantir que os dados estejam:

  • organizados

  • integrados

  • atualizados

  • conectados aos processos da empresa

Quando os dados vêm de sistemas diferentes e não conversam entre si, o dashboard perde força. Por isso, soluções que integram processos, dados e indicadores em um só ambiente tendem a gerar análises mais confiáveis e decisões mais consistentes.

É nesse contexto que plataformas como o Holmes fazem diferença. Ao centralizar processos e informações, o Holmes facilita a construção de dashboards conectados à realidade operacional da empresa, permitindo acompanhar indicadores com mais clareza e apoiar decisões de forma prática no dia a dia.

Conclusão

Dashboards não servem apenas para mostrar números. Eles existem para dar clareza, orientar prioridades e transformar dados em decisões mais inteligentes.

Quando bem estruturado, um dashboard ajuda a entender o cenário atual, identificar desvios, acompanhar resultados e agir com mais segurança. Mas isso só acontece quando os dados escolhidos fazem sentido para o objetivo definido e estão organizados de forma simples e acessível.

Assim, o dashboard deixa de ser apenas um painel informativo e passa a ser uma ferramenta estratégica, que apoia decisões melhores, mais rápidas e mais alinhadas aos objetivos do seu negócio.

 

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que é um dashboard?

Um dashboard é um painel visual que reúne dados, métricas e indicadores para acompanhar desempenho e apoiar decisões.

Qual a diferença entre dado, informação e insight?

Os dados são registros brutos, como um número ou valor isolado. A informação surge quando esses dados são organizados e contextualizados, permitindo compreensão. Já o insight é a interpretação dessa informação, quando ela gera entendimento e orienta uma ação ou decisão.

Quem deve usar dashboards?

Dashboards podem ser usados por analistas, coordenadores e gestores e por qualquer pessoa que precise tomar decisões com base em dados, desde que os indicadores façam sentido para sua atuação e estejam alinhados às suas responsabilidades. O importante é que cada perfil tenha acesso aos dados que realmente apoiam suas decisões no dia a dia.

Dashboard serve apenas para grandes empresas?

Não. Empresas de qualquer porte podem se beneficiar do uso de dashboards. O mais importante não é o tamanho da empresa, mas a clareza sobre quais dados precisam ser acompanhados para apoiar decisões melhores.

Quantos indicadores um dashboard deve ter?

Um dashboard deve conter apenas os indicadores essenciais para o objetivo definido. Excesso de métricas dificulta a leitura, gera ruído e pode atrapalhar a tomada de decisão em vez de ajudar.

Os Dashboards ajudam na tomada de decisão estratégica?

Sim. Quando bem estruturados, os dashboards ajudam a visualizar cenários, identificar tendências e embasar decisões estratégicas com dados claros.

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